23/04
É incrível como esses sanduiches das famosas redes de fast-food são fotogênicos, eles saem tão bem nas fotos de publicidade né? Para ficar mais gostoso, psicologicamente falando, temos que comer olhando para os cartazes da loja!
Você está no arquivo do blog do mês de April, 2002.
É incrível como esses sanduiches das famosas redes de fast-food são fotogênicos, eles saem tão bem nas fotos de publicidade né? Para ficar mais gostoso, psicologicamente falando, temos que comer olhando para os cartazes da loja!
Na sexta feira quando eu escrevi aquele post sobre o meu colega de trabalho na Origin, o Arnaldo, eu prometi que contaria outra história dele no sábado. Como você deve ter notado, não consegui. Ai vai então.
O Arnaldo, na época, havia alugado um apartamento no bairro de Boa Viagem há seis meses apenas, mas a situação financeira começou a apertar e ele decidiu ir morar com a família na casa da sogra. Foi ao dono do apartamento explicar a sua situação e devolver as chaves do apartamento, o proprietário por sua vez perguntou se ele havia providenciado a pintura do apartamento conforme previa o contrado. Arnaldo então argumentou que passara apenas poucos meses morando lá e que as paredes estavam como ele as havia recebido.
Como não houve acordo, o dono do apartamento não recebeu as chaves e entrou no juizado de pequenas causas exigindo a pintura. Diante do juiz, nada feito, o contrato era claro, o inquilino era obrigado a pintar o apartamento antes de devolvê-lo. O magistrado deu a Arnaldo duas alternativas, ou ele pagava em dinheiro o valor equivalente ao material e à mão de obra, ou mandava fazer o serviço. Arnaldo imediatamente respondeu: "Pode deixá dotô, eu mesmo pinto o apartamento, no prazo que o senhor determiná vai tá tudo pronto!"
Arnaldo, saiu de lá puto da vida, mas o juiz mandou tem que fazer. Foi na loja comprou todo o material e passou um fim de semana inteiro pintando sozinho todo o apartamento.
No dia marcado pelo juiz, lá estavam o proprietário e o oficial de justiça para efetuarem o recebimento das chaves e conferir a pintura, Arnaldo estava até tranquilo, parecia que toda a raiva havia passado, um amor de pessoa educado como nunca, abriu até a porta do elevador para os dois passarem.
Chegando na porta da frente, dava pra sentir o cheirinho de tinta nova. Ao abrirem a porta porém a surpresa: O apartamento estava todo pintado, paredes e teto inclusive, de preto fosco!! O proprietário gritava e chorava de raiva disparando ameaças de morte contra Arnaldo que calmamente perguntava ao oficial de justiça se podia entregar as chaves agora. O oficial, se controlando para não rir, leu e releu o contrato e o despacho do juiz, e teve que aceitar por que em nenhum local constava a cor em que o apartamento devia ser pintado.
» http://www.abrilprorock.com.br
Site oficial do evento, exemplo de má utilização de Flash.
Confuso e não tem cobertura do evento. Lamentável.
» http://www.netsiri.com.br/noticias/mes04_02/cobertura/index.asp
Cobertura bem legal com Fotos e Vídeos atualizados durante o evento realizada pelo Portal sobre lazer e turismo em Pernambuco NetSiri.
» http://jc.uol.com.br/noticias/ler.php?codigo=4989&canal=118
Matéria sobre a sexta feira escrita pela jornalista Ana Luiza Aguiar que nem ao menos se deu ao luxo de confirmar a grafia correta dos nomes das bandas e chegou a afirmar que o The Mission toca um rockzinho (sic). Eu diria que ela precisa melhorar um pouco para ser chamada de reporterzinha.
Pois é, acabei indo sozinho mesmo para a primeira noite do APR, sai de casa por volta das 08:30h e fui conferindo no caminho pela Rádio Cidade como estava a movimentação e se os shows haviam começado.
Na entrada já deu pra perceber que a produção caprichou na segurança, tinha mau-encarado-de-preto pra todo lado, sempre em bandos. Depois de receber um abanador com a bandeira e a letra do Hino de Pernambuco e um lenço da Kaiser de garotas-propaganda sorridentes, consegui chegar ao pavilhão onde os meninos da banda Psicopatas já estavam tocando no palco 2, isso mesmo eram meninos, pois a garotada não tinha mais do que 14 anos, e apesar de fazerem um som pesado, com o baterista se perdendo às vezes, empolgavam apenas os pais, familiares e amigos perto do palco. Para você sentir um pouco o clima, em uma das músicas “dedicada à minha professora de matemática” (sic) podia se ouvir o refrão: “Equação é coisa de mamão!”
No meio do (ainda) pequeno público encontrei logo de cara o Fábio Massari, VJ da MTV e presença certa no APR há alguns anos, apesar de ter dado alguns autógrafos poucas pessoas o percebiam por lá. Ele ficou na platéia até o final da segunda banda da noite os Subversivos.
A banda não poderia, por sinal, ter nome mais adequado, abriram e fecharam o show com o hino da Internacional Comunista, e todas as letras e discursos eram absolutamente leninistas, o símbolo da banda presente na bandeira, camisa e na jaqueta do vocalista é a tradicional foice+martelo, com o martelo transformado em um braço de guitarra. Deles eu guardei na memória o que considerei o ponto alto do show, uma música entitulada alguma coisa como “Destruam o PFL”. O vocalista desfraldou a bandeira deste famoso partido que foi pisoteada, cuspida e no ápice da apresentação devidamente rasgada. Apesar de não ser eleitor do PFL, a cena só me fez rir. Ahh, quase esqueço de falar do som deles, músicos bem competentes, em um som hardcore, com algumas melodias legais.
Por volta das 22:00h, com um público ainda pequeno, a voz-apresentadora da noite convida todos a se aproximarem do palco principal, The Mission iria começar a sua apresentação. Eu já estava devidamente posicionado bem na frente, um pouco atrás de uma meia-dúzia (literalmente) de fãs exaltados da banda, tinham até faixa. Para quem não sabe o The Mission nasceu de ex-integrantes da famosa banda dark The Sisters of Mercy. Aquele público relativamente pequeno e pouco entusiasmado causou em mim uma sensação estranha, por um lado era do cacete estar ouvindo ao vivo uma das três melhores vozes do rock inglês (na minha opinião), um sonho, mas por outro eu sabia o quanto aquele público desinteressado era brochante para eles, que já lotaram ginásios e são respeitados internacionalmente. Pra piorar houve um rápido blackout durante o show seguido de problemas de microfonia que irritaram o vocalista Wayne Hussey.
Não decorei a playlist mas eles apresentaram uma coletânea dos maiores hits e algumas novas. As que eu me lembro que com certeza foram executadas: Wasteland, Deliverance, a mais conhecida Severina, Tower of Strength e a linda Garden of Delights. O mais importante porém, os caras foram competentes demais, os músicos tocaram impecavelmente e o Wayne Hussey tem uma super presença de palco e canta pra caralho (desculpe, palavrão inevitável).
Logo em seguida foi a vez da banda brasiliense Prot(o) tocar no palco 2, sinceramente não assisti ao show deles, fui comer uma coxinha de 1 real e descarregar as duas cervejas já tomadas. Por sinal um fato interessante a registrar, inexplicavelmente o banheiro onde uma imensa placa dizia Masculino, era para as mulheres, e o outro por eliminação era para nós, o que gerou fila pois obviamente o banheiro projetado para mulheres não possui mictórios para homens, nonsense.
Neste interim, encontrei um amigo (finalmente!) que acabara de chegar para assistir o Rodox. A banda estreante começou a detonar logo em seguida. Detonar neste caso, é para mim, no mau sentido. Porque o cara (Rodolfo) e seu clone de boné e barba (outro vocalista) só faziam pular e gritar, enquanto os três (!) guitarristas guerreavam contra o baixista ex-Los Hermanos e o baterista e sua bateria-metralhadora de dois bumbos. Entre algumas músicas Rodolfo fazia discursos com seu novo tom evangélico. Em resumo, achei uma m.. ops..droga!
Depois disso a apresentação dos impublicáveis Testículos de Mary soou suave em meus ouvidos, e foi pra mim uma surpresa. Tirando o figurino homo-erótico-trash, que me lembrou o Edu K do DeFalla, eles tocam direitinho e tem uma performance bem realizada. Eu achava que a apresentação deles era mais caótica, entretanto os caras mostraram que sabem muito bem o que estão fazendo e aquele escracho todo é muito bem pensado.
Depois de muitas horas em pé e pulando, sentei em frente ao palco 1 para descansar e esperar o Pato Fu. A idéia era eles apresentarem o show do novo disco Ruido Rosa ainda inédito no Recife, mas eles surpreenderam tocando hits antigos. No final o John desvendou a questão, eles fizeram uma homenagem aos 10 anos do festival tocando as músicas que haviam apresentado nas edições de 1995 e 1997. O show teve também um telão projetando imagens de computador sincronizadas com as músicas. Os últimos acordes foram tocados por volta das 01:30h do sábado.
Resumo da ópera, valeu a pena mesmo ter ido, mas que podia ter sido melhor isso podia.
PS. Foi mal o post-reportagem imenso, mas uma das minhas motivações principais para escrever neste blog é o registro de parte das minhas memórias, e esse foi um momento memorável.
Não, esse post não é uma propaganda do Marea Weekend (foto), na verdade é pra contar um causo ocorrido com um colega de trabalho na época da Origin, que era um tanto quanto maluco, digamos assim.
O Arnaldo (nome fictício) era casado e tinha uma filhinha de uns 7 anos de idade, na época estava sem carro, mas decidira passar o fim de semana com a família em uma bela praia do litoral pernambucano. Dirigiu-se então, no sábado bem cedo, a um feirão de carros usados onde várias pessoas vão para tentar vender ou trocar seus carros, chegando lá ele escolheu um modelo bem novinho e confortável e sem muita negociação fechou o preço, com aquele ar de tô podendo. Passou o checão absolutamente sem fundos, e ficou combinado que receberia o recibo do carro com o proprietário assim que o cheque fosse compensado.
A viagem foi maravilhosa, toda a família se divertiu muito, em resumo um fim de semana feliz e relaxante.
Arnaldo então, na segunda de manhã estava na frente da casa do ex-dono do carro, com aquela cara de triste (bom ator ele), tocou a campainha e foi atendido com uma expressão de espanto. Rapidamente Arnaldo explicou:
“Amigo, me desculpe mas aconteceu uma coisa chata, o cara que havia comprado meu antigo carro me deu o calote e o cheque dele voltou, portanto, como eu não quero fazer o mesmo com você, pois sou um cara que gosta de agir honestamente, vim devolver o seu carro e pegar meu cheque de volta. O senhor compreende não é?
O homem então agradeceu muito a franquesa e honestidade de Arnaldo e recebeu o carro de volta feliz por não ter tido nenhum (?) prejuizo.
Depois Arnaldo chegou lá no trabalho com o sorriso largo contanto a aventura do fim de semana feliz com a família no carro “quase-comprado”.
PS. Amanhã eu conto outra história do Arnaldo.
Cuidado! De ontem pra hoje o antivirus do servidor de e-mail aqui da Prograph vem detectando dezenas de mensagens infectadas. Apaguem e-mails com anexos que tenham as extensões .bat, .pif, .scr, .com, .exe ou .cmd, na verdade desconfie de todo anexo, verifique com o remetente se ele tem antivirus atualizado instalado. E eu lembro que ter o antivirus atualizado, hoje em dia, significa rodar a atualização pelo menos uma vez por semana.
Ontem quando estava voltando pra casa à noite liguei na CBN para ouvir como estava o placar dos jogos em andamento, quando um repórter que acompanhava Corinthians e Paraná entrou falando que um colega ao descrever para os ouvintes de sua rádio o motivo do blackout que ocorria no estádio, soltou a seguinte pérola:
“E atenção, foi descoberta a causa do apagão aqui no estádio, ele foi resultado de um curto circuito seguido de incêndio em uma fiação causado por um gato que saiu correndo de lá pegando fogo como uma tocha-humana!”