Você está no arquivo do blog do mês de March, 2003.


Desde que George Lucas confimou em recente entrevista que só lançará em DVD a Special Edition da trilogia original de Star Wars lançada em 1997 com efeitos digitais, a multidão de fãs da série vem se mobilizando para exigir que sejam também incluídas no DVD as versões originais da forma como foram exibidas nos cinemas.

Se você quer unir vozes a esta Aliança Rebelde clique na imagem abaixo e assine a petição.

Eu já falei aqui que de vez em quando recebo uns e-mails meio estranhos de internautas vindos do Google, mas esse que chegou no início do mês ganhou, veja só:

Quando coloco o Leonardo para dormir (assim como foi com Matheus) eu sempre gosto de cantar pra ele, normalmente o repertório vai de Boi da Cara Preta (com minhas variações), passando por Lua Bonita, Meu querido São José (versão da vovó Salma) e Sabiá lá na Gaiola até chegar na minimalista O Meu Chapéu que para variar meu pai me ensinou em várias línguas.

Também gosto de cantar algumas em inglês como 10 little indians, Old McDonalds has a Farm e My Bonnie Lies Over the Ocean esta última eu nunca soube a letra toda e agora graças ao amigo Edney eu sei duas versões.

Estas músicas faziam parte do repertório do meu Pai e estão bem gravadas na minha memória e no meu coração, mesmo que eu me esqueça das letras de vez em quando, mas eu gosto também de introduzir o meu gosto musical nesses momentos de extrema intimidade entre pai e filho, então eu canto pra eles Andrea Dória (Legião), Canção em Volta do Fogo (Uns e Outros), When you Wish Upon a Star (Pinóquio), Acrilic on Canvas (Legião), Hey You (Pink Floyd) entre vários improvisos geniais que por falta de registro ficarão inéditos para sempre. ;-)

Vou deixar aqui o original e as minhas variações para o Lullaby clássico Boi da Cara Preta que mostra o quanto os pais de antigamente gostavam de assustar os seus filhinhos:

Boi, Boi, Boi…Boi da cara preta, pega esse menino que tem medo de careta.
Boi, Boi, Boi…Boi da cara azul, pega esse menino que tem medo de urubú.
Boi, Boi, Boi…Boi da cara branca, pega esse menino que tem medo de carranca.
Boi, Boi, Boi…Boi da cara amarela, pega esse menino que tem medo de chinela.

Alguma sugestão de variação?

Adrien Brody beija Halle BerryEm uma noite que tinha tudo para ser tensa, onde o mestre de cerimônia do Oscar 2003 Steve Martin precisava encontrar o tom certo para soltar suas piadas, correu tudo bem, com algumas surpresas e algumas barbadas.

Apesar do alerta da organização para que os apresentadores e premiados evitassem o tema guerra em suas falas, várias foram as vozes que se levantaram contra o little-son-of-father Bush e sua guerrinha de garoto mais forte da turma.

Bem, mas não sou jornalista para fazer um relato da festa, afinal de contas isso aqui é um blog pessoal, portanto vou deixar aqui registradas as minhas opiniões. A barbada da noite foi Chicago que eu ainda não vi mas todos os críticos apontavam como a escolha da Academia para este ano, as indicações já indicavam (!) isso :-)
Quanto às surpresas da noite é sempre bom dar as más notícias primeiro, pois então, belive it or not, quem ganhou o Oscar de Melhor Canção foi o babaca do Eminem, em protesto não vou assistir ao filme dele. Já as boas surpresas foram em maior quantidade, a melhor delas foi ver Pedro Almodóvar ganhar Melhor Roteiro Original por Hable con Ella, as outras foram os Oscars de O Pianista com o Roman Polanski sendo premiado como Melhor Diretor mesmo depois da ferrenha campanha da Miramax para o Martin Scorcese (que não escondeu a decepção) e o Adrien Brody como Melhor Ator com direito ao beijo cinematográfico que ilustra este post na Halle Berry e ao maior e mais comovente discurso da noite.

Fiquei triste porque A Era do Gelo perdeu para Spirited Away o prêmio de longa de animação mas alegre por ver The Chubbchubbs! ganhar na categoria de curtas, essa animação é genial, já havia assistido, baixei pelo eMule.

Deixei para falar no final sobre Frida, que ainda não estreou no Brasil, mas graças ao programinha que eu já citei, nós assistimos no sábado lá em casa. Um belíssimo filme que ontem ganhou Melhor Maquiagem e Melhor Trilha Sonora mas merecia outras indicações e sem sombra de dúvidas levar o careca de Melhor Canção, com Burn it Blue lindamente interpretada ao vivo pelo Caetano Veloso. That’s it.

Não deu para assistir ao GP da Malásia essa madrugada, mas vi o compacto pela manhã, e havia assistido ao GP da Austrália há duas semanas e o que vi? Competitividade! Claro que ainda é cedo para dizer que todo o campeonato vai ser assim, e os puristas devem estar virando a cara e dizendo que as mudanças desfiguraram o campeonato.

Eu particularmente acho que não, me arrisco a dizer que vão salvar a F1, depois de duas temporadas monótonas e com direito a cenas ridículas protagonizadas pela equipe Ferrari. Os avanços da tecnologia tinham eliminado de forma tão grande o fator humano que bastou aparecer a combinação da melhor máquina com o melhor piloto, natural por causa da grana envolvida, para a dupla se tornar imbatível. O que o novo regulamento faz é reintroduzir o fator humano, deixando a corrida de volta nas mãos (e nos cérebros) da equipe e não dos computadores.

Seu Bush onde estão as armas de destruição em massa que o senhor disse que existiam no Iraque, e que representavam um perigo e justificavam um ataque?

Faz tempo que não posto aqui as pérolas de Matheus, mas esta manhã ele estava assistindo um desenho na TV e me chamou pra contar todo animado: “Papai, Papai o dinossauro tava invisível, ai o Bob mandou ele aparecer e ai ele ficou desinvisível!”

O meu software de edição e publicação em blogs o w.bloggar foi alvo de um artigo em um site de notícias da internet no Japão, só não sei até agora se falaram bem ou mal, pois não entendo bulhufas de japonês, só sei de uma coisa as visitas hoje aumentaram consideravelmente!
Se você está curioso ou lê em japonês clique aqui »

Eu confesso, já tentei escrever um livro, na verdade um romance ambientado parte na França do início da 2ª Guerra Mundial, parte no Brasil da década de 80, não passei do primeiro capítulo, mas lembro que o escrevia na inocência dos meus 16 anos de idade como quem está escrevendo um roteiro de um grande filme, imaginando cenas e locações.

Pouco a pouco fui descobrindo o quanto meu vocabulário era limitado, descobri que sabia quase nada sobre a região da França que escolhera, e o mais importante, percebi que o trabalho envolvido em criar tramas, subtramas, personagens e manter o interesse do leitor eram tarefas acima da minha capacidade. Perceba que já àquela época existia em mim essa auto-crítica (e preguiça) que me faz não postar nove entre dez idéias que tenho para publicar aqui.

Ainda hoje guardo aquelas primeiras páginas digitadas em WordStar e impressas em impressora matricial. A sinopse do livro é bem legal, não lembro de ter plagiado nada, além de me inspirar nos filmes e livros sobre a segunda grande guerra que eu consumia aos montes sob a influência do meu pai que nasceu em 39 junto com ela. Ele tinha uma linda coleção de miniaturas Revell de caças daquela época, ainda hoje eu sei os nomes deles: Spitfire, Hurricane, Zero, Messerschmitt

Mas voltando ao meu livro ele contaria a história de um jovem casal, recém casado que morava em uma pequena vila de maioria judia no interior da França, no primeiro capítulo esse casal cheio de sonhos e planos é logo separado pelos nazistas e seguem em caminhões diferentes para viverem destinos diferentes, ela vai para um campo de concentração e ele após um acidente na viagem com seu caminhão consegue escapar.

Um ano se passa e a esposa, ainda no campo de concentração, começa a ser admirada, e depois de algum tempo, ajudada por um oficial alemão que a pedido dela acaba descobrindo sobre o acidente e conseqüente morte do marido, que por sua vez havia fugido para Paris e se unido às primeiras células da resistência francesa e agora trabalhava na subversão sempre escondido por causa da sua origem judaica.

Perto do final da guerra, chega a ordem de extermínio no campo de concentração da jovem mulher que naquela situação, por pensar-se viúva e ter no militar alemão sua única fonte de apoio e esperança, acabara por ceder aos encantos do apaixonado oficial, pois ele, ao contrário do que ela pensara no início, não a estava ajudando apenas para conseguir aproveitar-se sexualmente dela, descobrira que nutria por ela carinho muito especial e a respeitava. O jovem oficial planeja então a fuga, pois agora não havia mais como protegê-la, o único caminho era a deserção. A fuga do campo não é difícil devido à sua patente, mas a jornada em direção ao exílio é difícil e perigosa que acaba por aproximá-los ainda mais.

O marido, sem desconfiar de nada do que ocorria com a esposa, continua sua luta sempre na esperança de reencontrar o amor da sua vida, e mesmo com a difícil comunicação em tempos de guerra recebe desesperado a confirmação de que todas as mulheres do campo de concentração onde estava a sua esposa foram queimadas nos fornos nazistas. O seu ódio agora era muito maior, e a única coisa que o mantinha vivo, e assim tornou-se um dos melhores e mais atuantes agentes da resistência.

Um salto no tempo nos faz encontrar o outrora jovem rapaz como um experiênte membro da polícia secreta israelense em 1985 viajando para o Brasil para investigar as comunidades de imigrantes alemães na américa do sul, em busca de criminosos de guerra nazistas, ele não descansaria enquanto houvesse um deles à solta. Ao avistar o aeroporto ele começa a relembrar tudo que aconteceu na sua vida desde aquele fatídico dia da sua abrupta separação, o acidente, a guerra, a resistência, a seguir a luta pela criação do estado de Israel e agora aqui estava ele 40 anos depois
do final da guerra com lágrimas nos olhos lembrando do lindo sorriso da sua querida esposa.

Todos no Brasil e no mundo estavam preocupados com a descoberta da possível ossada do “Anjo Negro”, o médico da SS Josef Mengele, mas ele não estava querendo encontrar corpos, queria pegar aqueles que ainda estavam vivos, e tinha pista de alguns em Santa Catarina.

Tenho que ir agora, o final eu escrevo depois tá?

O melhor site de código livre para componentes VB da Grande Rede voltou a ser atualizado após quase 3 anos de abandono, isso mesmo o site estava parado desde Março de 2000, mas mesmo assim era (e é) um repositório imenso de código de qualidade.
Se você é um fã do bom e velho Visual Basic como eu, corra lá e veja as novidades. Clique aqui »