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Mais do genial Quino: [01]  [02]  [03]  [04]  [05]  [06]  [07]

Escrever é uma tarefa difícil (vide meu post de amanhã), e quando se trata de contar uma longa (e boa) história para o roteiro de um filme por exemplo mais complicado ainda. Recentemente assisti a dois filmes cujos roteiros foram baseados na vida real, um contava a história de um mestre na arte de fingir e falsificar (Prenda-me se For Capaz) e o outro narrava a vida vitoriosa do primeiro mergulhador negro da marinha norte-americana (Homens de Honra).

Em ambos os casos, ao final, eu só conseguia pensar em uma coisa, se eu não soubesse que se trata de uma história real diria que o roteirista exagerou na dose, o personagem do Leonardo DiCaprio é um cara-de-pau com um extraordinário talento e presença de espírito para improvisar em momentos extremos, um autêntico personagem de ficção se não fosse tão real quanto o bem sucedido consultor que ele se tornou.

Já o personagem do Cuba Gooding Jr. é um verdadeiro herói de épicos romances, um jovem pobre que busca o seu sonho de forma tão intensa que supera obstáculos que muitos roteiristas não teriam escrito se tivessem eles mesmos criado essa história, só lembramos que toda aquela narrativa é real quando o letreiro final nos dá conta de como foram seus anos de trabalho ativo após os 12 passos no tribunal (assista para entender).

Conclusão: Apesar de quase sempre esquecermos disso, o mundo real é o mais criativo dos contadores de história.

Este post terminaria na frase anterior, se eu não houvesse assistido em casa neste fim de semana pela segunda vez ao filme da família de fantasmas que não puxam correntes (Os Outros) eu percebi então, uma curiosa relação entre os dois filmes comentados acima e os dois outros que figuram na ilustração deste post (Os Outros e Sexto Sentido).

Enquanto os dois primeiros contam uma história real que parece fantástica demais, os outros dois (sem trocadilho) contam uma história fantástica que é mais real do que imagina a maioria dos espectadores.

Este é o título de uma música de Renato Russo que poucas pessoas conhecem, na verdade ela foi gravada em estúdio para o especial infantil da Globo da Família Halley (alguém lembra?) e lá pelo início da década de 90 eu procurei o LP desse especial em sebos aqui de Recife e nunca encontrava só por causa dessa música que havia conhecido no primeiro show da Legião aqui em Recife no Circo Voador, ele cantou em homenagem a uns babacas que estavam brigando no meio de Eduardo e Mônica, eu tenho até hoje uma fita cassete com esse show. Tempos depois ele colocaram aquela versão de estúdio no disco duplo ao vivo Música para Acampamento.

Toda essa introdução é para falar que o site Charges.com.br fez hoje um apelo à Paz usando (muito apropriadamente) esta música, vale a pena conferir clique aqui »

Além de rir bastante lendo este blog viajei de volta ao passado, para uma época em que eu imaginava que nada poderia ser mais saboroso do que um suculento javali assado na brasa hmmmmm durante o almoço comendo o bife enroladinho com bacon espetado no palito que minha mãe fazia, eu fantasiava que estava saboreando o delicioso suíno no espeto igual ao Obelix!
PS. Caramba deu fome e olha só que horas são!

Estava lendo o blog da Cadastradora Interina de Blogs do Toplinks e li um post muito legal que ela publicou (inspirado nesse outro) sobre aqueles erros que todos cometemos quando entendemos errado a letra de uma música e a partir daí passamos a cantá-la errado também, ela pediu para colocar nos comentários alguma dessas gafes musicais, lembrei-me então (e coloquei lá) uma da minha irmã do meio:

Minha irmã Carina quando era pequenina pediu a meu pai em uma viagem de carro: “Pai canta aquela música do OVO”, e meu pai não lembrando perguntou “Mas que música?” então ela emendou: aquela assim “Sabiá lá na gaiola fez um buraquinho uôvuôvuôvuô” :-)

Com Leonardo pequeno (nasceu seu primeiro dentinho) e com Matheus e Érika gripados não havia outra alternativa para esse carnaval, ficar em casa. Em sendo assim, a melhor coisa a fazer é preparar a pipoca e o refrigerante para assistir alguns filmes.
Abaixo faço um breve comentário sobre os títulos que vimos até ontem com a minha classificação em estrelas, que vão de uma a cinco. Vamos a eles então:

 Vanilla Sky ::
Refilmagem de Abre los Ojos do mesmo diretor de Os Outros tem ótimas atuações e um roteiro muito bem costurado com um final genial. Dizem que o original é bem melhor, vou ver se acho na locadora ou em DivX.

 K-PAX - O Caminho da Luz ::
Uma boa surpresa, não esperava muito e superou minhas espectativas. A idéia original do roteiro é muito criativa e o filme diverte do início ao fim. Por aqui, entretanto, todos foram unanimes, o final alternativo disponível no DVD é bem melhor que o final que foi para as telas.

 O Pianista ::
Novo filme do polêmico diretor Roman Polanski, é a adaptação do livro de memórias de Wladyslaw Szpilman um pianista polonês que sobreviveu ao holocausto em Varsóvia. Filme muito bem feito com uma bela atuação do Adrien Brody no papel principal. Está concorrendo a várias categorias do Oscar e estréia esta sexta nos cinemas, imperdível.

 O Alfaiate do Panamá ::
Não havia lido nada sobre este filme, e lembro de ter visto o cartaz no cinema e pensado “Vou assistir esse filme” mas acabei sem vê-lo no cinema, foi isso que me fez pegar o DVD na locadora. O roteiro é baseado em um livro e a adaptação foi mal feita, apesar da história enfocar de forma mais real o mundo da espionagem, onde a falta de senso moral predomina e o dinheiro é que importa. O final foi mudado de última hora (no DVD tem o final do roteiro original) e acho que fizeram bem em mudar, apesar de ficarem pontas soltas (o revólver).

Descobri ontem que alguém “deu o ganho” no primeiro CD do Legião Urbana da minha coleção, e o pior é que o desgraçado tomou o cuidado de colocar outro CD na gavetinha para que eu não notasse o buraco, com isso não tenho idéia de quando foi que ocorreu o roubo. Raios, Raios Duplos, Raios Triplos!!

PS. Felizmente eu ainda tenho o LP