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Uma das páginas que o Google mais indica visitantes para esta minha WebHome é a que contém um pequeno artigo sobre o Suicídio que eu escrevi há alguns anos para a saudosa lista de espiritismo da Summer.

Por causa disso, de vez em quando recebo e-mails de pessoas fazendo perguntas sobre o tema, algumas mensagens até complicadas de responder, uma vez que não conhecemos bem a quem estamos falando (escrevendo). Este fim de semana recebi mais uma destas e por ser uma pergunta mais genérica, posso publicar aqui a minha resposta, quem sabe alguém que passa por aqui também tenha a mesma dúvida. Lembrando que esta é a minha visão pessoal sobre o assunto baseada no que estudei e no que vivenciei, nada mais e nada menos.

Os praticantes de esportes radicais, por exemplo, o páraquedismo, estão praticando o suicídio?
O suicídio, como o entendemos, pressupõe que haja a intenção de morrer, ou seja, suicida seria então, de forma sucinta, aquele que desencarna por ato próprio consciênte ou de outrem a seu pedido. No caso dos esportes radicais, sabemos, há grandes riscos envolvidos, mas o praticante não intenciona morrer, ele busca a diversão e o prazer. Outra variável nesta questão seria quando há a morte devido à prática irresponsável, ou seja, sem as precauções ou o preparo necessários, neste caso só analisando a psique do próprio praticante poderíamos responder se esta irresponsabilidade foi pensada visando o auto-aniquilamento ou foi simplesmente fruto da sua imaturidade.

Portanto sempre temos que analisar as intenções e todo o contexto envolvido, e mesmo no caso de suicídios reais, há diversos fatores atenuantes envolvidos, no que tange ao sofrimento pós-morte, pois este ato extremo sempre é o trágico final de um processo difícil de vida onde muitas vezes o suicída silenciosamente vinha sendo arrastado a este ato por outras pessoas (encarnadas ou não).

Comentando a Religião 

O meu amigo Jaks fez um longo post comentando a nova postura do Roberto Carlos em relação à Igreja Católica e aproveitou para fazer uma reflexão sobre a religião (leia aqui »), como este é um assunto que eu sempre gosto de discutir, deixei um comentário lá que eu reproduzo a seguir:

Jaks, concordo com o conjunto das suas idéias, porém acho que as pessoas precisam um pouco mais do que “acreditar em algo”, sei o quanto a Fé pode ajudar em momentos de aflição, mas me questiono em que bases psicológicas está baseada esta Fé? A emoção é efêmera, a consciência precisa de mais para ser forte.

Eu sempre tive uma postura muito crítica, no sentido mais puro da palavra, em relação às questões religiosas, sempre busquei refletir e estudar sobre o assunto, e a grande questão é sempre que a maioria das pessoas fica com a superficialidade da sua religião, ora, toda religião tem fundamentos filosóficos, tem uma base de pensamento, mas as pessoas não querem saber e simplesmente “seguem o rebanho”. Religião é mais do que uma “camisa” que você veste para se sentir aceito em uma comunidade. O sentido que damos à nossa vida está diretamente ligado à visão que temos (ou não temos) da transcendência do ser Humano e das suas relações com os outros e com o Criador.

Em primeiro lugar queria agradecer o apoio e as dicas que várias pessoas deixaram no post “Ciúmes e Violência” em especial ao Marcus que também é pai e sabe das coisas. Valeu pessoal!

É engraçado como às vezes as pessoas olham estranho pra gente, pra mim e pra Érika, quando comentamos sobre a reação de Matheus à chegada do irmãozinho, dá um sentimento de culpa, parece até que estamos sendo negligentes com ele.

Estava refletindo sobre tudo isso após a conversa com a psicóloga da escola, cada criança é uma pessoa diferente, mesmo tendo apenas 5 anos Matheus é um espírito com virtudes e defeitos trazidos de experiências anteriores, tem portanto uma personalidade a partir da qual nós, seus pais, temos que trabalhar no processo educativo, através, principalmente do nosso exemplo (o mais difícil), esse é, pra mim, um dos aspectos mais bonitos do processo da reencarnação, a possibilidade dos pais ajudarem aqueles espiritos que recebem sob sua reponsabilidade a crescerem e superarem suas dificuldades, muitas vezes aprendendo mais com eles do que eles conosco.

Lembrei que seria interessante reler o livro Nossos Filhos são Espíritos do Hermínio Miranda para me ajudar a focalizar e refletir melhor.

Eu hoje só ia deixar aqui no blog o post do Cafú com a Copa, mas esta noite diante da notícia do desencarne de um dos mais abnegados divulgadores da Paz e do Amor de Deus, um Missionário com ‘eme’ maiúsculo, tive que deixar registrada aqui minha singela homenagem.

Chico foi um fenômeno da mediunidade sim, mas antes de tudo é um exemplo de simplicidade e caridade para a Humanidade, quem se der o trabalho de ler um pouco sobre a vida deste homem vai se emocionar tanto quanto ao ler um dos inúmeros livros por ele psicografados.

Ele dizia que era apenas um lápis para os Espíritos, verdadeiros autores das obras. Mas ele foi mais que um lápis, foi uma pessoa linda que nada auferiu para si desta prolífica produção, sempre buscando ajudar os mais necessitados e desviando de si os holofotes e confetes.

Nunca aceitou ser idolatrado (apesar de o ser por muitos) nem muito menos deixou-se embriagar pelo sucesso ou pelo assédio. Se alguém lhe beijava a mão imediatamente ele retribuia o gesto, nunca aceitando-se superior. Seja feliz Chico, e até qualquer dia!

Eu nunca gostei de fazer esses testes que campeiam as teias virtuais como uma praga, mas fiquei curioso e acabei fazendo o teste que a Nancy linkou no blog dela. O teste (em inglês) que se autodenomina “Sistema Seletor de Crença” se propõe a sugerir uma religião ou linha de crença que mais se aproxima das suas respostas à questões relacionadas ao assunto.

Me interessei primeiro porque adoro estudar sobre religião e espiritualidade em geral, mas também porque vi neste teste uma forma interessante de fazer aquelas pessoas que acabam se distanciando do lado espiritual da vida por não concordar com o que prega as religiões em que foram educadas, verem que existem outros caminhos e principalmente que outras pessoas vêem o mundo como elas.

Claro que o teste desconhece o Espiritismo tal como estudamos e praticamos aqui no Brasil, mas de qualquer forma fiquei surpreso com o resultado do meu teste, vejam só:

1. Mahayana Buddhism (100%)
2. Jainism (97%)
3. Sikhism (92%)
4. Theravada Buddhism (85%)
5. Hinduism (82%)
6. Unitarian Universalism (82%)
7. Neo-Pagan (81%)
8. Orthodox Judaism (76%)
9. Liberal Quakers (75%)
10. Reform Judaism (75%)
11. New Age (74%)
12. Bahá’í Faith (71%)
13. Islam (68%)
14. New Thought (53%)
15. Taoism (53%)
16. Mainline to Liberal Christian Protestants (50%)
17. Scientology (48%)
18. Church of Jesus Christ of Latter-Day Saints (Mormons) (46%)
19. Orthodox Quaker (40%)
20. Secular Humanism (40%)
21. Jehovah’s Witness (36%)
22. Mainline to Conservative Christian/Protestant (29%)
23. Christian Science (Church of Christ, Scientist) (28%)
24. Nontheist (28%)
25. Eastern Orthodox (26%)
26. Roman Catholic (26%)
27. Seventh Day Adventist (26%)

Eu bati 100% com o Budismo Mahayana religião que confesso pouco (ou quase nada) estudei e que apenas tenho na cabeça os estereótipos gerados pela mídia. Outro aspecto interessante é que apesar da minha formação católica a Igreja de Roma está com o mais baixo percentual de adequação às minhas crenças.

Para fazer o teste clique aqui »
Para conhecer o Budismo Mahayana clique aqui »

Biologicamente falando, a clonagem é fazer um gêmeo univitelino nascer em época diferente do seu “irmão”, com possíveis (e por hora imprevisíveis) efeitos colaterais por não ter sido gerado de uma célula reprodutora.

Espiritualmente falando, é outra pessoa, pois outro espírito habita aquele corpo, as complicações ficariam sempre no campo psicológico, tanto para o clonado (se conviver com o seu clone) quanto para o clone (se conhecer sua matriz ou se contarem pra ele como foi gerado).

O dilema que fica sempre, é realmente, a intenção e a ética no uso da tecnologia.

PS. Só pra lembrar, dúvidas muito parecidas rondavam a ciência na época do bebê de proveta, a igreja Católica foi contra também, com exatamente os mesmos argumentos. Não estou dizendo que o caso é igual, mas que pode não ser um bicho papão tão grande assim.

Amit GoswamiPor várias vezes eu fiquei tentado a encomendar na Video Cultura algumas entrevistas do programa Roda Viva que por sinal é o mais antigo do gênero na televisão brasileira, e na minha opinião continua sendo o melhor, ontem porém eu assiti a uma entrevista que eu vou ter que gastar os R$ 28,00 e mandar buscar a fita pra rever com papel e caneta nas mãos. A entrevista (realizada em 12/03/2001) foi com o Prof. Amit Goswami que tem a seguinte micro-biografia no site da UniPaz:

Professor universitário é PhD em Física na Universidade do Oregon em Eugene, Estados Unidos. É também autor do livro didático de grande sucesso A MECÂNICA QUÂNTICA e de diversos trabalhos científicos sobre Física Nuclear, Dinâmica dos Fluídos, Física Quântica, Consciência, Evolução Biológica, etc. Originalmente físico nuclear teórico, é pioneiro na interpretação idealista da teoria quântica, baseada na primazia da CONSCIÊNCIA SOBRE A MATÉRIA, tema desenvolvido em seu mais recente livro, O Universo Autoconsciente: Como a Consciência Cria o Universo Material. Prepara, para breve, seu próximo livro A FÍSICA DA ALMA: MORTE E REENCARNAÇÃO NO MUNDO QUÂNTICO. Conferencista internacional de crescente sucesso.

O homem deu um show de sabedoria, simplicidade, serenidade e simpatia, é positivamente alguém que devemos ouvir (ou ler). Duas frases anotadas ontem:

“…eu não uso mais o antigo mote “Penso, logo existo” prefiro usar “Escolho, logo existo.”

“…é preciso reconhecer que a consciência é a base do ser.

Depois de vários meses distante das minhas atividades voltadas para o espírito, fui convidado, mês passado, por um grupo espírita para dar uma palestra em uma de suas reuniões públicas. A data marcada foi ontem. Escolhi um tema sobre o qual havia escrito há uns dois anos, “Culpa e Medo, freios do nosso processo evolutivo”. Segue então um breve resumo da palestra:
Em nossas vidas, muitas vezes, acumulamos muitas culpas, desde aquelas que são resultado de uma educação castradora dos nossos pais, passando pelas desilusões amorosas, até os grandes erros e injustiças que cometemos na vida, e esse acúmulo de culpas (energia negativa) “trava” nossa capacidade criativa, e a nossa vontade de prosseguir. Chegamos então ao outro ponto do nosso tema, o medo, nos tropeços da jornada, desenvolvemos um medo irracional (muitas vezes ilusório) que nos impede de caminhar em frente. Não falo aqui do medo relacionado com a auto-preservação, mas do medo emocional, aquelas barreiras invisíveis que criamos, e nos impedem de tentar um novo amor, tentar um novo emprego. Precisamos do medo, ele nos protege da inconsequência, temos que aprender a conviver com ele, para ousarmos, para enfim crescermos. O aprendizado do perdão é a forma mais segura de “limparmos” nosso coração das sombras da culpa, temos que aprender a nos perdoar, e isso não significa racionalizar o erro, ou encontrar outros culpados, mas reconhecer que erramos, trabalhar para corrigir o erro (se possível), e então seguir em frente, esse é o processo, essa é a vida. Peace is the key.

É incrível, mas os melhores insights que eu tenho são quando estou fazendo a barba ou tomando banho, Hermínio Miranda um dos maiores autores espíritas brasileiros escreveu sobre esse fenômeno, explicou ele que nesses momentos em que estamos realizando tarefas automáticas, sem pensar nelas, nossa mente se “desconcentra” permitindo que fiquemos no mesmo estado que atingimos quando estamos quase dormindo. São pequenos flashes de expansão da consciência que nos fazem ver as coisas de uma forma mais ampla e clara. Estou tentando me habituar a anotar quando ocorre um momento desses comigo.