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Eu sinceramente acho que o Felipão é s@dom@soquista (escrito assim pro Google não trazer interessados no assunto) pois ele deixa pra colocar o Denílson no segundo tempo e adota um sistema tático com apenas três zagueiros que adoram driblar, quem já se viu zagueiro bom que gosta de driblar, tem que saber é dar chutão!

Achei que o Brasil começou o jogo bem, mas depois começou a se desorganizar, faltou concentração. Perderam muitos gols e isso desestabiliza a confiança dos atacantes. Vejamos nos próximos jogos como se comporta esse time, pois do jeito que tá não ganha nem da Alemanha nem da Itália.

Uma coisa interessante que foi comentada no recente jogo Brasil x Islândia foi que todos os jogadores do time da seleção Islandesa tinham seus nomes terminados com ’son’ e o repórter da globo foi perguntar o porquê, e a resposta foi óbvia, assim como no inglês esta terminação indica filho de portanto Stevenson seria o filho de Steven.

Parece entao que Felipão achou chique e convocou para o jogo de hoje contra a Yugoslávia vários jogadores seguindo os padrões islandeses, vejam só:

Zagueiros
Edmílson (Lyon)
Anderson Polga (Grêmio)

Volantes
Emerson (Roma)
Kleberson (Atlético Paranaense)

Atacantes
Denílson (Betis)
Edilson (Cruzeiro)

Mensagem recebida agorinha no meu celular, pelo serviço da TIMnet de envio de notícias:

“TIMnet - ESP > 01/02 17:09 Problema dentario pode ser causa das lesoes musculares sofridas por Ronaldinho, que extraiu o siso hoje (Globo.com)”

Essa foi a explicação (desculpa?) mais criativa para causa de lesões musculares que eu vi na minha vida. amazing!

Certa vez em uma lista eu escrevi um e-mail polêmico, eu defendia a tese que religião e política são diferentes de futebol, e devem sim ser discutidos, isso por causa daquele famoso adágio popular que afirma que esses três assuntos são causa certa de brigas e portanto proibidos em conversas ou discussões. Claro que não sou ingênuo ao ponto de não concordar que todos são sim, pontos geradores de grandes discordias e conflitos, a história e o dia-a-dia me desmintiriam se eu afirmasse o contrário. A questão porém é outra, vejam só:

Quando e como escolhemos o nosso time do coração? Geralmente na infância sob a influência do pai, da mãe, de um tio ou até de um amigo, não importa, alguém nos convence que aquele é “o” time. Depois disso acabou, tá escolhido, e se você mudar de time recebe o horrendo estígma de “vira casaca”, um verdadeiro traidor das “cores da camisa”. Não é assim? Não podia ser diferente, futebol é um jogo, os times mudam sempre e não há lógica, é paixão pura.

O problema ocorre quando as pessoas tomam a mesma atitude acima descrita em relação à política, a escolha do partido ou do “lado” (esquerda/centro/direita) que vão apoiar, neste caso é um pouco mais tarde, mas mesmo assim em muitos casos esta escolha tem uma forte influência familiar, quando as crianças já são envolvidas pelos pais nas campanhas político-partidárias e desde cedo vão tomando gosto pela “camisa”, na verdade a maior questão é essa, o que chamamos “vestir a camisa”. Muitas pessoas na adolescência decidem seu posicionamento político e depois por acomodação ou mesmo por radicalismo não continuam a questionar esse posicionamento, passam a ver os outros, do outro lado, como inimigos, não importa o que argumentem.

Com a religião a coisa é um pouco mais complexa, pois há vários motivos que fazem alguém praticar ou ser de alguma religião, os mais comuns são os seguintes: Familiares, étnicos(culturais), filosóficos, emocionais (carências) e (infelizmente) financeiros. E com essa diversidade de motivações fica difícil compatibilizar uma discussão coerente. Não há como questionar, também, que na maioria das vezes essa é uma tradição passada entre as gerações, os atavismos são gigantescos e a maioria das religiões se afirma “a” salvadora. Contudo esse é um tema por demais importante para ser encarado como “uma camisa de um time que me deram quando eu nasci” e que eu não devo questionar nunca, nem estudar os outros pensamentos sobre esses temas tão fascinantes que buscam explicar de onde viemos, quem somos e para onde vamos.

A minha proposta é: Vamos estimular as novas gerações a não terem preconceitos políticos, nem religiosos, que leiam e estudem tudo, e fiquem com o que a sua consciência e o seu coração lhes indicarem, que possamos dar a nossos filhos a nossa visão de mundo e as nossas convicções espirituais, desde pequenos, porém vamos dizê-los, também, que existem outras formas de pensar e que eles não só podem, mas devem estudá-las e discuti-las (no campo das idéias) para que assim formem a sua própria verdade pessoal. A paz do mundo, na minha humílde visão, passa por essa atitude de nós, pais e educadores. Difference is good!