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Esta poesia foi escrita no ano passado, mas ainda é inédita e também faz parte do projeto Versos Transversos.

Nuca Nua

Nunca tocara tua nuca
Uma nuca ainda nua
Cada lua nascida era nova
Alma parecida com a nossa.

Negaste à mão vadia,
Úmida, suave e muda
Afago, sentido, utopia.

Marcelo Leal Limaverde Cabral (04/10/2001)


PS. Para ler outras poesias minhas clique no canal de poesias e textos.

Janela Aberta 

Mais uma poesia do projeto sobre o qual eu falei outro dia, essa é de uma temática diferente, não me pergunte porém os porquês, eles não me pertencem. Eu gostei dela, apesar de me causar um certo incômodo. Leiam.

Janela Aberta

Jamais conte o que viu
Nesta casa nada aconteceu,
Lave as mãos na beira do rio.

Antes eu via você diferente
Bastava pra mim essa forma de ver
Errei mas gostei de te ver como gente.

Rapidamente notei o calor
Tenho tentado usar o que sei
Antes que digam que sou amador.

Marcelo Leal Limaverde Cabral (30/10/2001)

PS. Tem mais no canal de poesias e textos.

Na época da ditadura aqui no Brasil, quando a censura imperava, cortava, confiscava e usava outros verbos relativos à sua natureza, era comum nos jornais aparecerem no meio das notícias, uma receita de bolo, ou até mesmo uma poesia de algum escritor clássico, quando as pessoas viam isso já sabiam, ali deveria estar estampada uma notícia, que havia sido censurada, e pra tapar o buraco os editores colocavam essas pérolas da nossa culinária e literatura. Essa introdução toda, foi pra dizer que neste espaço, você deveria estar lendo um post que foi substituído por mais uma das minhas poesias do projeto Versos Transversos, não se trata de um caso de censura, mas é que o post que estaria aqui perdeu todo o sentido (a Rossana sabe o porquê). Sendo assim vamos à poesia, que não chega aos pés de um Fernando Pessoa, mas que espero seja melhor do que ler receita de torta de kiwi.

Tudo Flui

Tolice achar que sei o que sinto
Talvez só sentir já me baste.
Tenho medo da dor que alimento
Tantas vezes vertida em arte.

Uma vez mais a encontrei aqui
Usando-me agora como antes.
Urge saber o momento de agir
Última das minhas vontades.

Digo que o caminho é breve
Desejando que assim seja,
Devo escrever como quem escreve
Duvidando da própria certeza.

Onde sobrevive a minha liberdade
Oculto-me em tranqüila segurança.
Olho por sobre os domínios da morte
Outra vida que renova a esperança.

Feliz momento da Alma
Laço de amor e de luz,
Unge, alimenta e acalma
Indica, orienta e conduz.

Marcelo Leal Limaverde Cabral (08/09/2001)

Novo Projeto 

Coloquei no canal de poesias mais três das minhas, sendo uma (Alma) das antigas e inéditas, e duas (Metáfora e Duas Verdades) do meu novo projeto. O nome desse projeto tem uma história interessante, nasceu de uma coincidência feliz. Explico-me: em 1996 (+ ou -) eu escrevi de chofre um pequeno poema que chamei Versos Diversos, alguns anos depois eu estava relendo a biografia do meu avô paterno (falecido em 1988) para atualizar o site da família, e descobri que o primeiro livro dele havia sido uma coletânea de poesias e curiosamente chamava-se Versos Diversos. Recentemente iniciei esse novo projeto onde o título das poesias aparece escrito na vertical, a partir das primeiras letras dos versos, decidi então homenageá-lo (agora conscientemente) batizando essa minha coletânea com o (inspirado) título Versos Transversos.
Não sei se um dia publicarei no mundo real, mas pelo menos vocês, os privilegiados (?) leitores do meu site poderão conhecer algumas amostras desse trabalho. comments please.

Uno-me aqui à maravilhosa iniciativa da Maria Elisa que eu descobri através do blog da Cora, a idéia é cada blogueiro publicar um poema da Cecília Meireles para comemorar-lhe o centenário. Eis o que escolhi:

SerenataCecília Meireles

Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.

Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.

Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.

Um Conto e uma Poesia 

Ontem depois de ler o conto Os Dragões não conhecem o Paraiso do livro homônimo de Caio Fernando Abreu, escrevi a seguinte poesia durante a aula de Administração de Custos:

Metáfora

Minha verdade hoje não tem certeza
Egoísta que é meu desejo
Trouxe música, memória e beleza
Antes fosse real o que vejo.

Faz-me bem divagar em figuras
Onde nada me acusa ou condena
Rente ao chão lentamente flutuas
Acalma-te senta aqui e contempla.

Marcelo Leal Limaverde Cabral (31/10/2001)

PS. Interessante que eu li o conto sabendo apenas que era o capítulo XIII de um livro qualquer de um autor qualquer, na verdade era uma xerox. Isso foi bom, não saber quem era o autor, me fez ler sem preconceitos (positivos ou negativos).

Novo Projeto 

Ontem eu escrevi mais duas poesias para um projeto que estou pensando em realizar, ainda em gestação portanto desconfortável comentar, mas uma delas decidi colocar no canal de poesias. Leiam e comentem aqui o que acharam. Coloquei lá também a versão eletrônica do livreto com as poesias que escrevi entre meus 17 e 19 anos, algumas inclusive foram vertidas em letras da banda Refúgio que eu fazia parte na época. Quando conseguir um deck decente vou passar as músicas que tenho em K7 para MP3 e vou colocar aqui para download.