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pbk.pngTive uma grata surpresa esta semana quando uma antiga cliente, dona de uma pequena distribuidora de livros, me ligou pedindo ajuda. Em princípio pensei que ela queria algum novo serviço, mas qual não foi minha surpresa quando ela me disse que ainda usava o sistema de faturamento que eu havia desenvolvido para ela há 10 anos atrás, ainda em Visual Basic 3 usando banco de dados Access 2.0.

É certamente o sistema mais antigo, desenvolvido por mim, que ainda está em produção, e vale ressaltar que ele não sofreu nenhuma manutenção nesta década de existência. Pensei então que ela ia querer me relatar algum bug, ou até mesmo querer uma nova funcionalidade, quando então tive outra surpresa pois ela me disse que só agora tinha comprado um novo computador, e o técnico que instalou a nova máquina não conseguiu migrar corretamente o sistema e ela gostaria que eu fosse lá botar o bicho pra moer de novo.

Marquei na hora do almoço, e fui pontualmente no pequeno escritório que fica no último andar de um velho prédio na avenida mais movimentada do centro da cidade do Recife. Os mesmos funcionários, a mesma rotina e o velho Pentium montado pelo meu Pai (o velho caprichava) continuava lá firme e forte com o seu Windows 95 que nunca ouviu chiado de modem na vida, quanto mais saber o que era Internet, nem CD-ROM ele tem.

Eu havia me preparado localizando meu primeiro cd de backup datado de 1998, onde achei o código fonte e dei uma olhada na documentação pra lembrar alguns detalhes do programa. Na hora foi mais fácil do que pensei, o técnico tinha realmente feito a parte mais chata que era tirar os 16Mb do banco de dados em disquetes de 1,44Mb e gravado no novo computador e só tive que configurar alguns arquivos INI e copiar uns VBX pra pasta SYSTEM. Pronto, o sistema estava uma bala rodando se nem fazer cosquinha no processador Dual-Core da nova máquina.

Sai de lá com um sorriso no rosto, é bom ver que um filho da gente fez bonito durante tanto tempo e ainda não se aposentou!

Em entrevista à Visual Studio Magazine (leia aqui) Ari Bixhorn engenheiro da Microsoft revelou algumas novidades sobre a nova versão do VS.NET entre elas uma das mais esperadas features para os programadores de Visual Basic, o Edit-and-Continue durante o Debug. Segundo Bixhorn essa era uma das maiores reclamações dos antigos usuários do VB6 que afirmam ter obtido uma queda na produtividade com a falta desta possibilidade.

Para os não iniciados esta feature permite ao programador alterar (ou incluir) partes de código durante a execução de um programa em modo de depuração, evitando ter que parar a execução de um teste por uma pequena falha de lógica, ou ainda fazer simulações durante a execução do programa.

O surpreendente porém foi a afirmação que o Edit-and-Continue só estará disponível para o VB.NET e não para os programadores C#, sob a alegação que estes não sentiram falta deste recurso. Ora, santa burrice Batman! Eles não reclamaram porque nunca tiveram à disposição esta facilidade, além do mais muitos programadores VB.NET também trabalham com C#, agora que apenas a sintaxe (e somente ela) separa o domínio de ambas as linguagens. Espero que até o lançamento isso seja revisto.

Foi com uma grande e triste surpresa que me deparei no site do WinRAR com a notícia da desencarnação do Ron Dwight criador do padrão RAR de compressão que tinha apenas 58 anos. Agora o endereço original http://www.rarsoft.com contém a mensagem fúnebre e foi descontinuado, o novo endereço do software é http://www.rarlab.com. God bless him.

O Google lançou este mês a versão beta da sua API (Application Program Interface), que traduzindo é uma forma de permitir que programadores possam desenvolver softwares que interajam diretamente com a ferramenta de busca, sem a necessidade de um browser. Exatamente como o meu software w.bloggar faz com o Blogger.com.

Isso vai abrir possibilidades incríveis na internet, será possível por exemplo fazer um programa para monitorar um assunto no Google, e sempre que uma novidade sobre aquele tema aparecer por lá, você é avisado. Mas essa idéia é a mais obvia, tô tentando imaginar algo criativo para usar essa API. Se você tiver uma boa ideia e não souber como fazer é só me mandar um e-mail, não se preocupe dividiremos os créditos :-)

FurbyE por falar em comentários, no mês passado, logo após o lançamento do Bloggar um garoto com o singelo pseudônimo de Furby, roubado do bonequinho que ilustra este post, pichou os comentários de um post meu com 4 mensagens, dando a entender que o meu software era perigoso porque não tinha o código aberto. A minha resposta pra ele eu coloquei lá mesmo, mas fiquei pensando depois como as pessoas aceitam uma meia verdade com se inteira fosse, estou falando da questão do código aberto.

O garoto alegava que o Bloggar não tem o seu código aberto, portanto poderia conter trojans, ou seja, ele poderia trazer rotinas imbutidas que enviassem para o autor, ou para uma empresa dados do usuário, o que não é uma impossibilidade, tanto é que recentemente tivemos os casos do Kazaa, LimeWire e Grokster, a questão é que isso é apenas meia verdade.

Um programa de código aberto só é 100% seguro se você mesmo compilar o código fonte em sua máquina, explicando para os não iniciados, compilar significa transformar o código fonte, escrito pelo programador, em código executável, interpretável pelo computador. Se você usa, por exemplo, o ícone e maior bandeira dos adeptos do código aberto, o Linux de uma distribuição qualquer como da Red Hat ou da brasileira Conectiva terá que confiar nessas empresas da mesma forma com que tem que confiar na Microsoft ou na Corel que não abrem o código de suas aplicações, pois nada garante que o código compilado do Linux que vamos executar em nossas máquinas não está diferente do código fonte que está disponível para download.

Moral da história, se a questão é segurança, mais importante é a confiança que temos na empresa ou no autor do software, se o código é aberto ou não, isso é bom ou ruim por outros motivos. That’s it

Eu aprendi a criar software sozinho, ou melhor, sozinho não, eu o computador e os livros, mas todo o processo era eu quem decidia, quando precisei começar a coordenar equipes e fazer software em grupo, me senti como um pintor que tem que deixar outros darem pinceladas no “meu” quadro. Trabalhar em equipe não é fácil, porque trabalhar com pessoas não é fácil, e nesse caso que envolve a criação, as coisas complicam ainda mais. Mas vou aprendendo.

PS. Em breve um sofware made by me vai sair pra facilitar o ato de bloggar. wait and see.