Você está no arquivo de posts sobre Religião.


O segundo e-mail que eu recebi veio com uma pergunta que já me foi feita algumas vezes e eu sempre me entristeço em perceber como as pessoas são imediatistas e querem tudo rápido a qualquer custo, abrindo espaço para que aproveitadores as explorem com promessas totalmente enganosas mas incrivelmente tentadoras. Vamos à pergunta (para ler a resposta clique no link Continua…)

Por que a igreja universal apesar de tratar os espiritos como demônios e expulsa-los tratando-os como seres diferentes, segundo algumas frequentantes dessa religião, eles tem bons resultados? Enquanto que no espiritismo o processo de desobsessão e bem mais lento, trabalhoso e não se apresenta com a facilidade com que eles tratam essa questão?
Leia mais…

Eu fico abismado ao assistir fenômenos como este que a foto ilustra. Não! É obvio que eu não estou falando daquela mancha ridícula na janela, muito menos do pobre desempregado que tenta arrumar um dinheirinho vendendo camisas, eu falo de toda a demonstração de ignorância da população, é triste ver que quando o assunto é religião, as pessoas abandonam todo e qualquer juizo de valor e principalmente o senso do razoável.

Eu sou espírita, conheço e estudo a existência de diversos fenômenos que a ciência oficial refuta ou simplesmente não considera, mas para que eu pudesse aceitar tais eventos ditos “sobrenaturais” precisei compreender à luz da razão os mecanismos pelos quais tais fenômenos se realizam. Nada há que não tenha uma explicação dentro das Leis da Natureza, o conhecimento destas Leis é que evolui junto com a Humanidade.

Essa visão diferente de Religiosidade que vê a ciência como um aliado e não como um inimigo é absolutamente necessária para o amadurecimento da Humanidade, precisamos sair destas dicotomias infantis de Razão X Fé e Cérebro X Espírito. Não pode haver Fé sem uma visão serena da Justiça Universal através do raciocínio e do estudo. O nosso cérebro é tão somente uma “interface” ultra-complexa entre o espírito e o corpo. Eis aqui os dois grandes paradigmas deste milênio, trabalhemos para quebrá-los, não com proselitismo religioso, mas com educação e exemplo. Let’s make our World a better place to live!

Eu nunca gostei de fazer esses testes que campeiam as teias virtuais como uma praga, mas fiquei curioso e acabei fazendo o teste que a Nancy linkou no blog dela. O teste (em inglês) que se autodenomina “Sistema Seletor de Crença” se propõe a sugerir uma religião ou linha de crença que mais se aproxima das suas respostas à questões relacionadas ao assunto.

Me interessei primeiro porque adoro estudar sobre religião e espiritualidade em geral, mas também porque vi neste teste uma forma interessante de fazer aquelas pessoas que acabam se distanciando do lado espiritual da vida por não concordar com o que prega as religiões em que foram educadas, verem que existem outros caminhos e principalmente que outras pessoas vêem o mundo como elas.

Claro que o teste desconhece o Espiritismo tal como estudamos e praticamos aqui no Brasil, mas de qualquer forma fiquei surpreso com o resultado do meu teste, vejam só:

1. Mahayana Buddhism (100%)
2. Jainism (97%)
3. Sikhism (92%)
4. Theravada Buddhism (85%)
5. Hinduism (82%)
6. Unitarian Universalism (82%)
7. Neo-Pagan (81%)
8. Orthodox Judaism (76%)
9. Liberal Quakers (75%)
10. Reform Judaism (75%)
11. New Age (74%)
12. Bahá’í Faith (71%)
13. Islam (68%)
14. New Thought (53%)
15. Taoism (53%)
16. Mainline to Liberal Christian Protestants (50%)
17. Scientology (48%)
18. Church of Jesus Christ of Latter-Day Saints (Mormons) (46%)
19. Orthodox Quaker (40%)
20. Secular Humanism (40%)
21. Jehovah’s Witness (36%)
22. Mainline to Conservative Christian/Protestant (29%)
23. Christian Science (Church of Christ, Scientist) (28%)
24. Nontheist (28%)
25. Eastern Orthodox (26%)
26. Roman Catholic (26%)
27. Seventh Day Adventist (26%)

Eu bati 100% com o Budismo Mahayana religião que confesso pouco (ou quase nada) estudei e que apenas tenho na cabeça os estereótipos gerados pela mídia. Outro aspecto interessante é que apesar da minha formação católica a Igreja de Roma está com o mais baixo percentual de adequação às minhas crenças.

Para fazer o teste clique aqui »
Para conhecer o Budismo Mahayana clique aqui »

Certa vez em uma lista eu escrevi um e-mail polêmico, eu defendia a tese que religião e política são diferentes de futebol, e devem sim ser discutidos, isso por causa daquele famoso adágio popular que afirma que esses três assuntos são causa certa de brigas e portanto proibidos em conversas ou discussões. Claro que não sou ingênuo ao ponto de não concordar que todos são sim, pontos geradores de grandes discordias e conflitos, a história e o dia-a-dia me desmintiriam se eu afirmasse o contrário. A questão porém é outra, vejam só:

Quando e como escolhemos o nosso time do coração? Geralmente na infância sob a influência do pai, da mãe, de um tio ou até de um amigo, não importa, alguém nos convence que aquele é “o” time. Depois disso acabou, tá escolhido, e se você mudar de time recebe o horrendo estígma de “vira casaca”, um verdadeiro traidor das “cores da camisa”. Não é assim? Não podia ser diferente, futebol é um jogo, os times mudam sempre e não há lógica, é paixão pura.

O problema ocorre quando as pessoas tomam a mesma atitude acima descrita em relação à política, a escolha do partido ou do “lado” (esquerda/centro/direita) que vão apoiar, neste caso é um pouco mais tarde, mas mesmo assim em muitos casos esta escolha tem uma forte influência familiar, quando as crianças já são envolvidas pelos pais nas campanhas político-partidárias e desde cedo vão tomando gosto pela “camisa”, na verdade a maior questão é essa, o que chamamos “vestir a camisa”. Muitas pessoas na adolescência decidem seu posicionamento político e depois por acomodação ou mesmo por radicalismo não continuam a questionar esse posicionamento, passam a ver os outros, do outro lado, como inimigos, não importa o que argumentem.

Com a religião a coisa é um pouco mais complexa, pois há vários motivos que fazem alguém praticar ou ser de alguma religião, os mais comuns são os seguintes: Familiares, étnicos(culturais), filosóficos, emocionais (carências) e (infelizmente) financeiros. E com essa diversidade de motivações fica difícil compatibilizar uma discussão coerente. Não há como questionar, também, que na maioria das vezes essa é uma tradição passada entre as gerações, os atavismos são gigantescos e a maioria das religiões se afirma “a” salvadora. Contudo esse é um tema por demais importante para ser encarado como “uma camisa de um time que me deram quando eu nasci” e que eu não devo questionar nunca, nem estudar os outros pensamentos sobre esses temas tão fascinantes que buscam explicar de onde viemos, quem somos e para onde vamos.

A minha proposta é: Vamos estimular as novas gerações a não terem preconceitos políticos, nem religiosos, que leiam e estudem tudo, e fiquem com o que a sua consciência e o seu coração lhes indicarem, que possamos dar a nossos filhos a nossa visão de mundo e as nossas convicções espirituais, desde pequenos, porém vamos dizê-los, também, que existem outras formas de pensar e que eles não só podem, mas devem estudá-las e discuti-las (no campo das idéias) para que assim formem a sua própria verdade pessoal. A paz do mundo, na minha humílde visão, passa por essa atitude de nós, pais e educadores. Difference is good!