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From Sampa 

Estou em São Paulo, para uma passagem relâmpago, cheguei ontem à noite e volto amanhã. Vim para implantar um sistema de Gestão do Conhecimento para a Siemens que desenvolvi em parceria com o CESAR.

Por enquanto tudo ok, hotel confortável, implantação sem maiores problemas e cliente satisfeito. Acho que Murphy ficou em Recife para passar o Carnaval.

Vou estar em São Paulo na primeira (ou segunda) semana de fevereiro, espero que nos três dias que vou passar por lá implantando um sistema na Siemens ainda dê tempo de passar na casa do meu padrinho Gilberto, ver meu primo Rêmio e tomar um chops com o Edney!

Este título no estilo coluna social é para dizer que o Rio de Janeiro hoje amanheceu conhecendo um pouco mais do lugar onde eu trabalho, pelo menos os cariocas que lêem o jornal O Globo.

O Cris Dias me alertou que a reportagem de capa do suplemento Informática Etc. de hoje é sobre o Porto Digital, polo de TI de Recife, que se localiza na ilha onde a cidade nasceu o chamado Recife Antigo de onde eu teclo neste momento. O grande objetivo desta importante iniciativa é tornar Recife uma referência mundial no desenvolvimento de soluções de software.

E eu vou surfando aqui com todo cuidado para me manter na crista dessa onda…

Hoje eu enfrentei um frio digno do inverno canadense, diria até de fazer inveja ao Cris Dias que gosta de contar vantagem do frio que faz naquelas terras do norte, só faltou ver flocos de neve, como os da foto que ilustra esse post, a temperatura que eu enfrentei foi de simplesmente -20 graus centígrados! Vou explicar logo, antes que comecem a achar que eu sonhei, ou que o calor escaldante de Recife, nessa época de ar condicionado racionado, esteja me provocando alucinações: Hoje fui fazer um levantamento de processos de um sistema que vamos desenvolver para um grande cliente, e isso incluia visitar o operador logístico que armazena os frios e congelados desse cliente. Lá o cenário é estranho, na antecâmara, onde os caminhões encostam, a temperatura é de 10 graus positivos, mas é possível ver transitando uns caras vestidos feito esquimós e com aquelas máscaras de terrorista, onde só os olhos aparecem, dirigindo freneticamente as empilhadeiras. Entramos então na área de armazenamento de congelados, o local é enorme, alto pacaramba, não sei como fazem pra refrigerar um espaço tão grande, fomos de roupa normal, a gente respirava saia fumaça, falava saia fumaça, as articulações começaram a doer, resultado, não ficamos mais que 2 minutos. Uma meia hora depois estávamos voltando pra Prograph sob o sol de 40 graus, isso é que é choque térmico.